O CICLO DO LINHO

 

O linho

 

 

 

 

No dia 19 de Abril, fomos a Chavão, que é uma freguesia do concelho de Barcelos, para fazer uma visita de estudo, para aprendermos sobre coisas sobre o linho, ao Museu Etnográfico de Chavão.

Fomos recebidos por uma Senhora muito simpática, que se chamava Dr.ª Marta, que nos explicou tudo sobre o linho.

Ela disse que foi no dia 25 de Junho de 2000, que o museu abriu.

Ela ensinou-nos que existem três tipos de linho: Mourisco, o Galego e Electra. Disse também, que o melhor era o Electra. O que dá o fio para tecer é o caule da planta.

 

Flor do linho

Depois explicou todo o processo de transformação do linho: a semente do linho é a linhaça.


                     Linho na água.

O linho é atado em pequenos molhos e de seguida, são mergulhados em água de modo a ficarem bem molhados e em seguida colocam-se a secar durante um período de oito dias.

 

 

 

 

 

Todo o linho, depois de bem seco, tinha que ser bem batido com um malho para ficar bem macio e mais fácil de trabalhar. O linho também era passado por um pente grande em madeira, a que se chamava ripanso, que seria para tirar as pontas grossas que ainda existissem. A baganha (que é a semente que ainda tem).

 

 

 

         Ripanso do linho.

 

E também era espadelado para tirar os tomentos, que eram as partes grossas que ainda existissem no linho, de forma a tornado mais fino.

 

 

                 Espadelar o linho.

 

Quando já estivesse bem batido, macio e espadelado, era penteado com um pente de madeira, que se chamava cedeiro, que servia para tirar a estopa, ou seja as partes mais grossas que ainda existissem para o linho alcançar a sua forma final, ou seja, fino. Normalmente é da grossura de um fio de cabelo.

 

 

         Pentear o linho (cedeiro)

Para o linho ficar branco, colocava-se a secar e na dobadoura.

 

 

 

 

Por último metia-se no casal, ou noveleiro, que era um instrumento que se compõe por uma roca e um fuso, onde se fiava e se formavam os novelos de linho para depois se poder trabalhar o linho no tear.

 

                     Fiar o linho.

Quando já se tiver passado todo o linho para novelos, pode-se começar a tecer o linho nos teares e a fazer todo o tipo de peças que as pessoas desejarem.

 

 

                             Tear.

É um processo muito demorado mas que era muito utilizado nas pessoas de antigamente. Nesse tempo as pessoas quase não tomavam banho, só lavavam as mãos, a cara e os pés regularmente e as mulheres dormiam com o saiote de linho que utilizavam durante o dia.

 O linho tem bastante utilização, serve para se fazer chapéus, lenços, saiotes, camisas, sapatos, toalhas, lençóis, …

O que hoje em dia é o mais utilizado, são as toalhas feitas em linho, onde se mistura o croché e o bordado, tornando algumas em verdadeiras obras de arte.

 

 

 

              Toalha em linho

Esta visita ao Museu Etnográfico de Chavão foi muito boa para mim, porque fiquei a conhecer todo o processo de confecionar o linho, porque como agora não é muito utilizado, é sempre bom saber o que as pessoas antigamente faziam e utilizavam.

Trabalho de: Inês Correia, 4.º ano

publicado por eb1gamil às 14:58
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